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The Murder of Mrs. Mangifera indica / O assassinato da Sra. Mangifera indica

Seated on the swing I watched
Two men with axes in hand approach Mrs. Mangifera indica.
Their hats obscured their faces
Menacing looks, dutybound.

I watched the men – each on one side of her – chopping her limbs
Her plentiful gifts
Fruit, shade, life

The machete echoed on the wall
Resignation filled the air
The green scent in the atmosphere
Made my heart skip a beat

Tears streamed down my face
I vowed, screamed to the world in protest, enraged
Her green blood kept seeping down her stump

The Mother of us all
The life provider, unconditional lover -
She fell forever

Her unprotected body was quartered
On the earth that created her
And I was too tiny to make my voice heard

One of her fruits rolled silently to my feet
Its ripe scent invaded my senses
I bit the smooth pinkish-yellow skin

The juices ran down my chin, my arms
Now I have her deep within myself
The fibers of her fruit inserted between my teeth
Reminding me of my neighbor’s mango tree
Whose only crime was that she produced too many fruits


**********Traduzido*************


O assasinato da senhora Mangifera indica

Sentada no balanço eu assisti
Dois homens com machados na mão se aproximam da Sra. Mangifera indica.
Seus chapéus obscureciam seus rostos
Olhares ameaçadores, comprometidos.

Eu assisti os homens - cada um de um lado dela - cortando seus membros
Seus presentes abundantes
Fruta, sombra, vida

O facão ecoaava na parede
Resignação encheu o ar
O perfume verde na atmosfera
Fez meu coração pular erraticamente

Lágrimas se escorreram pelo meu rosto
Jurei, gritei ao mundo em protesto, enfurecida
Seu sangue verde continuava escorrendo por seu toco

Mãe de todos nós
A provedora da vida, amante incondicional -
Ela caiu para sempre

Seu corpo desprotegido esquartejado
Na terra que a criou
E eu era pequena demais para fazer minha voz ser ouvida

Uma de suas frutas rolou silenciosamente aos meus pés
Seu perfume maduro invadiu meus sentidos
Mordi a pele amarela-rosada e macia

Os sucos escorriam pelo meu queixo, meus braços
Agora eu a tinha profundamente dentro de mim
As fibras de sua fruta estavam inseridas entre meus dentes
Lembrando-me da mangueira do meu vizinho
Cujo único crimeera produzir muitos frutos


 
Helena Guerreira
Enviado por Helena Guerreira em 27/11/2019
Alterado em 27/11/2019
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